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Santo André

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KATZ CONSTRUÇÕES

Blog da Vila
por Léa Penteado

Antes de existir blogs, quando havia concurso de redação escolar, eu já escrevia. A curiosidade me levou aos 20 anos a ser repórter em uma editora de revistas e quando vi era jornalista. Portas foram abrindo e, além de centenas de reportagens contando fatos e histórias de anônimos e celebridades, escrevi um espetáculo para teatro, fui autora de pequenos seriados para a TV, argumento para um filme, três livros e, quando chegou o blog, descobri que podia ser contadora da minha própria história e o que tivesse no entorno. Escrevo por que é vital, é como respirar.

Rios e Mangues

Uma incrível experiência para quem está de férias é o passeio fluvial entre Belmonte e Canavieiras. Partindo de Santo André, 50 km em uma estrada de asfalto (BA-001) separam os municípios de Santa Cruz Cabrália e Belmonte e se chega à beira do rio Jequitinhonha onde começa uma incrível vivência junto à uma natureza surpreendente. A cidade de Belmonte com casarios de arquitetura em estilos que vão do neoclássico à Art Déco, com ruas largas do tempo da riqueza das fazendas de cacau, merece ser conhecida. A travessia é feita em lancha voadeira com capacidade para até 6 pessoas e o horário quem determina é o barqueiro, pois depende da maré alta. O barco parte do centro da cidade nas águas barrentas do Jequitinhonha até chegar ao rio Pardo que levará por um caminho cercado de coqueirais, canais, igarapés, passando por sítios e revelando paisagens e pássaros, árvores nativas como cajueiros, cacaueiros, mangueiras e mangabeiras de grande beleza. É um cenário de encantamento. A viagem leva pouco mais de uma hora, mas você não sente. A curiosidade para o que vem na próxima curva anima a viagem. Passar por trechos rasos e estreitos, sendo necessário às vezes abaixar o corpo para não ser tocado por galhos, em meio aos mangues e a uma profusão de caules onde se avista dezenas de caranguejos correndo na lama, é experimentar um parque temático vivo e pujante. O barqueiro geralmente desliga o motor para que possamos sentir os sons da natureza que eu chamo de “coração da terra”. No caminho ainda se pode parar na praia da Barra do Peso para um mergulho. O local é um banco de areia onde o rio encontra o mar e a cada ano vai mudando de tamanho com o movimento das águas. Na proximidade de Canavieiras o rio se torna largo e já se avista a cidade que foi riquíssima no auge do cacau, com um centro histórico limpo e bem conservado. A cidade é polo de pesca oceânica e segundo Ricardo Freire (@viajenaviagem), “a região é uma das melhores do mundo para pescar marlim azul”. Alguns restaurantes próximos ao píer oferecem diversas opções de frutos do mar, mas quem diz quanto tempo há para se ficar na cidade é o barqueiro, pois irá trazer o viajante de volta para Belmonte dependendo, como sempre, da maré…. Se o almoço for em Belmonte, fica a sugestão da Taberna Belmonte, na beira do rio … Vale lembrar que este é um passeio que preenche um dia todo, e é recomendado levar chapéu, canga ou alguma vestimenta para se proteger do sol durante o percurso, além de protetor solar. Indicação de barqueiros: Bira 73 9995-7969 e Sérgio 73 9993-9472 Fotos Rodrigo Lacerda @casa.aruanda