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Blog da Vila
por Léa Penteado

Antes de existir blogs, quando havia concurso de redação escolar, eu já escrevia. A curiosidade me levou aos 20 anos a ser repórter em uma editora de revistas e quando vi era jornalista. Portas foram abrindo e, além de centenas de reportagens contando fatos e histórias de anônimos e celebridades, escrevi um espetáculo para teatro, fui autora de pequenos seriados para a TV, argumento para um filme, três livros e, quando chegou o blog, descobri que podia ser contadora da minha própria história e o que tivesse no entorno. Escrevo por que é vital, é como respirar.

Vamos à Londrina

Em janeiro deste ano, a visita inesperada da Profa. Dra. Magali Kleber à Vila de Santo André trouxe uma nova perspectiva à Camerata do IASA, uma tradição da instituição que há mais de 16 anos oferece gratuitamente educação musical na região. Formar grupos musicais a partir de alunos dos naipes mais avançados da sua orquestra faz parte do processo e esta é a 3ª geração da Camerata, formada há dois anos, composta por 6 jovens de 14 a 18 anos. Foi numa tarde sol que a pianista Magali Kleber viu uma pequena apresentação da Camerata na varanda da sede. Como presidente da Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina, entidade realizadora do 43º Festival Internacional de Música de Londrina (Paraná), a doutora em educação musical e mestre em música se encantou com a proposta do IASA e acenou com o convite para participarem dos concertos e oficinas no Encontro de Orquestras de Projetos Sociais do Brasil que acontece durante o festival. Uma oportunidade única para interagirem com músicos e professores de outras partes do país, assistirem a concertos e voltarem para mostrar aos outros jovens que vale a pena se dedicar à música, que ela pode levar muito além dos sonhos. O convite que oferece gratuidade nos cursos, hospedagem, alimentação e acesso a todas as apresentações de artistas renomados, chegou quase junto com as chuvas que deixaram Vila de Santo André embaixo d´agua. Estávamos preparando uma campanha para arrecadar fundos para as passagens quando percebemos que outros movimentos no povoado também precisavam de recursos. E diante da possibilidade de perder a oportunidade, os jovens resolveram buscar uma forma para comprar as passagens oferecendo o que tem de melhor: a sua arte. Com o recebimento antecipado do cachê na confiança de crédito para apresentações que farão no retorno do festival, somado a alguns recursos próprios mesmo com cofrinhos quebrados, estão torcendo para conseguirem viajar. Paralelo ao evento, acontece o Encontro Nacional de Gestores e Educadores de Projetos Sócio Musicais e o convite veio para a coordenadora do IASA, Ana Carolina França Pinto, que acompanhará os alunos, alguns ainda menores de idade e sem experiência com viagens interestaduais. Andrew e Nathalia (violino), Vitoria (cello), Paulo César (viola), Ana Julia (clarinete) e Bruna (flauta transversa) estão ansiosos para uma completa imersão musical na semana de 9 a 16 de julho. Exceto Paulo, os demais componentes começaram ainda pequenos tocando na bandinha do IASA e aos poucos foram encontrando afinidade com os instrumentos que hoje executam. Para as apresentações criaram um repertório eclético, que vai de Paul McCartney e John Lennon à Chico Buarque e Edu Lobo, passando por Bach e Alceu Valença, num total de 17 músicas que fazem muito sucesso por onde tem se apresentado. O SITE DA NOVA EDIÇÃO DO FESTIVAL AINDA NÃO ESTÁ NO AR, MAS NESTE BOTÃO É POSSÍVEL VER A SUA IMPORTÂNCIA E EXTENSÃO NA EDIÇÃO DO ANO PASSADO